Nosso chamado é ser família

agosto 12, 2017



Refletindo ainda sobre a vocação matrimonial, vejamos neste testemunho como Deus é capaz de tornar irresistível seu chamado, e transformar a vida de um casal dando-lhes sentido, e sendo Ele mesmo a sua plena realização:

Meu nome é Alex, e sou casado com a Roberta.  Somos missionários de Aliança, consagrados da Aliança de Misericórdia e atualmente moramos na cidade de Lucélia.
Falar do nosso matrimônio é falar de uma história escrita por Deus.

Conhecemo-nos no ano de 2009, ano esse em que pedimos uma mudança em nossas vidas.
Começamos a namorar de uma forma contrária aos princípios evangélicos, sem pretensão de formar uma família, porém no decorrer do nosso namoro, como tínhamos pedido a Deus mudança em nossa vida, e Ele como não é uma pessoa que se esquece dos nossos pedidos, foi de várias formas se aproximando do nosso relacionamento. Foi então, no ano de 2011, que o Senhor permitiu que participássemos de um Encontro Vocacional “Samuel” (da Comunidade Aliança de Misericórdia). Nesse Encontro Deus falou muito ao nosso coração, principalmente ao meu. Ele colocava muito o desejo de entrega. Confesso que no início achei que o Senhor queria de mim uma entrega à vida consagrada.

Depois desse Encontro, eu e minha esposa vivemos um período de muito aprofundamento, discernimento e oração, daquilo que Deus queria de nós. Foi nesse período que Deus nos mostrou a beleza do matrimônio, e o quanto podíamos ser plenos nos consagrando a esse sacramento.
Noivamos em 2012, sob a graça de Deus, com o propósito de santificar a nossa união, nos guardando um para o outro. Foi um tempo de muita luta, pois era como se remássemos contra a maré. Víamos que da maneira como estávamos vivendo era contrária ao que este mundo “moderno” prega. Mas também pudemos perceber que em todas essas lutas Deus agia nos formando ao matrimônio.

Acho importante ressaltar algumas situações: uma delas foi a escolha de nos guardarmos um para o outro, compreendendo que o outro não era somente fonte de prazer, mas sim de amizade, cumplicidade, carinho, respeito, mesmo com todas as nossas limitações.

Outra delas é a financeira. Nesse tempo construímos nossa casa, preparamos a festa do nosso casamento, e tivemos que ter muita paciência e renúncia para conseguir conciliar nossas vontades.
A terceira situação e a mais importante na nossa história foi acolher a vontade de Deus pra nós. Nesse momento, consegui compreender o desejo de entrega que Deus colocou no meu coração no Encontro Vocacional (que era de “me entregar”), como desejo de entregar-nos um ao outro, e juntos, a Ele, pelo sacramento.

Concretizamos a vontade de Deus no dia 13 de setembro de 2014, dia de muita alegria, pois sabíamos que estávamos plenos e livres sob o olhar do Senhor.

Como falei acima, Deus quis nos formar para que pudéssemos viver um matrimônio conforme a sua vontade.

Com 20 dias de casados, minha sogra adoeceu, estava com câncer, e precisou passar por procedimento cirúrgico e necessitou de cuidados da minha esposa, como filha, tendo que permanecer com ela no hospital, por 18 dias. Com 2 meses de casados, ela faleceu.

Foi um período de muita dificuldade para minha esposa para viver o tempo de luto e a adaptação do matrimônio. Em seguida vieram as dificuldades financeiras, nas quais encontramos a realidade da vida a dois, exigindo renúncias para conseguirmos administrar nossa casa.

Ao contrário do que ouvíamos, que teríamos que pensar antes de fazer a escolha de casar, pois não era fácil - e hoje sabemos que realmente não é fácil, pois, como viram, passamos por dificuldades -, podemos afirmar que foi a melhor escolha que fizemos, pois desde o início tínhamos no coração que Cristo sempre desejou estar em nosso meio; sendo assim, tudo o que passamos, as tristezas e alegrias, fizeram com que nos aproximássemos ainda mais um do outro, tornando nossa relação mais madura.

Hoje, louvamos a Deus por nossa escolha de entrega a Ele pelo sacramento do matrimônio e queremos a todo instante viver o nosso chamado, que é ser família, tendo os nossos filhos, educando-os na fé cristã católica e em resposta ao projeto de Deus, “que conduz os esposos do conhecimento recíproco que os torna uma só carne, não se esgota no interior do próprio casal, já que os habilita para a máxima doação possível pela qual se tornam cooperadores com Deus no dom da vida a uma nova pessoa humana” (São João Paulo II, Exortação Apostólica Familiaris Consortio).

Que Deus abençoe a cada um, e que possamos neste mês rezar pelas vocações e pelas famílias, para que possam encontrar o verdadeiro sentido de ser família. Que Deus os nos conduza.
Abraços fraternos. 

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