Quem somos

Histórico

A comunidade contemplativa foi um sonho que surgiu no coração do Pe. Vanderlei Gomes de Mendonça, desde sua entrada na Congregação de Jesus Sacerdote em 1995. Estudando filosofia na Faculdade São Bento, em São Paulo, teve contato com os monges beneditinos, e assim despertou seu interesse pela vida contemplativa, mas não se sentia chamado à vida beneditina. Terminado o curso de Filosofia, deixou a Congregação de Jesus Sacerdote e ingressou na Diocese de Marília-SP, orientado pelo seu diretor espiritual Pe. Mario Revolti, CJS.

No seminário de Teologia foi orientado por seu novo diretor espiritual, Pe. Gervásio Labbé, RSV. Seus dois diretores espirituais acompanharam seus anseios e o orientaram a esperar, em obediência, o tempo de Deus. Assim, Pe. Vanderlei foi fiel à direção. Tornou-se padre diocesano em 04 de janeiro de 2003.

Embora sendo feliz como padre diocesano, o interesse pela vida contemplativa aumentava. Depois de quatro anos de sacerdócio, sendo vigário na cidade de Garça-SP, foi transferido em janeiro de 2007 para a cidade de Lucélia-SP, como Pároco da Paróquia Sagrada Família. Neste período fez a experiência de morar sozinho, e discerniu que não realizaria plenamente sua vocação no estilo diocesano. Por fim, no mês de outubro, começou a ter a inspiração de fundar uma comunidade contemplativa. Foi um ano de intensas orações para saber como realizar o que o Senhor colocara em seu coração. Partilhou tudo com seu Bispo diocesano, Dom Osvaldo Giuntini, que o apoiou, mas pediu muita obediência. 

O desejo de realizar o que o Senhor o pedia se tornou mais forte quando estabeleceu contato com a Abadia da Ressurreição, da cidade de Ponta Grossa-PR. Recebeu o convite do Abade Dom André Martins, OSB para uma experiência, e até pensou em aceitar. Entretanto, a inspiração era de viver um carisma novo, o da Divina Misericórdia, devido ao contato com o Diário de Santa Faustina Kowalska. No diário, ela apresenta a necessidade de uma comunidade contemplativa que implorasse a Misericórdia Divina para o mundo.

Passado um ano, ao final de 2008, já contava com a participação de dois jovens. Assim, Pe Vanderlei fez o pedido para seu bispo: o de fazer uma experiência de vida contemplativa no ano seguinte. O pedido foi aceito, com a condição de permanecer Pároco.

No dia 05 de janeiro de 2009, iniciaram então a experiência numa propriedade doada por uma senhora viúva (Dona Lúcia Velloso Rangel) para a realização da Obra. No final deste ano, Pe. Vanderlei fez o pedido para afastar-se da Paróquia e viver de forma mais intensa a Obra iniciada. O pedido foi aceito pelo seu Bispo e pelo conselho presbiteral.

Passado o tempo de “ad experimentum” (mais de dois anos), no dia 05 de outubro de 2012 na catedral basílica São Bento na cidade de Marília- SP, a comunidade foi erigida canonicamente como de direito diocesano “ad tempus” (cinco anos), já contando com mais jovens. Nesta celebração, Pe. Vanderlei, recebeu o nome religioso de Dom Estêvão da Divina Misericórdia, MDM.

Aos poucos, Dom Estêvão foi compreendendo que a Obra não estava completa, pois o pedido de Jesus a Santa Faustina era:


“O Senhor me fez conhecer a Sua Vontade como que em três matizes, mas é uma só coisa. O primeiro é aquele no qual as almas isoladas do mundo inteiro arderão em sacrifício diante do trono de Deus e pedirão misericórdia para o mundo inteiro... E pedirão a bênção para os sacerdotes e, por sua oração, prepararão o mundo para a ultima vinda de Cristo. O segundo é a oração unida com a obra de misericórdia. Especialmente defenderão do mal as almas das crianças. A oração e as obras de misericórdia encerram em si tudo que essas almas devem fazer. Na sua comunidade, podem ser aceitas até as mais pobres, e no mundo egoísta, procurarão despertar o amor, a misericórdia de Jesus. O terceiro é a oração e as obras de misericórdia não obrigatórias por voto, mas, pela sua realização. As pessoas poderão participar de todos os méritos e privilégios da comunidade. A esse grupo podem pertencer todas as pessoas que vivem no mundo.” 
(Diário de Santa Faustina, 1156 - 1157)


Em setembro de 2013 Dom Estêvão, pela providência divina, encontra Pe. Igor Simonovis, (fundador dos Irmãos de Jesus Misericordioso) e conta sobre a existência da Obra contemplativa vivida no Brasil. Pe. Igor se interessa em conhecer a comunidade contemplativa e, em outubro daquele ano, visitou a comunidade e fez a proposta de união, a fim de nos tornarmos uma única família, conforme descrito no Diário. Após três anos de discernimento, Dom Estêvão sentia que era chegado o momento de tal união, e faz o pedido a seu atual bispo diocesano, Dom Luiz Antônio Cipolini, para fazer experiência de um maior discernimento com a comunidade dos Irmãos de Jesus Misericordioso na Itália, com a possibilidade de ingresso. Tal pedido foi aceito. Transcorridos três meses com a fraternidade, conscientes da vontade de Deus, os fundadores Pe. Igor Simonovis, Pe. Julian Marcelo Gonzalez (inspirador) e Pe. Estêvão compreenderam a vontade de Deus sobre a unificação da Obra.

Assim, no dia 21 de abril de 2017, no Santuário de Nossa Senhora de Grondici (Casa mãe da fraternidade), Pe. Estêvão, e Ir. Gabriel professaram os votos perpétuos nas mãos do Superior Geral, Pe. Julian, em celebração presidida pelo Cardeal Gualtiero Bassetti, responsável pela fraternidade.

Irmãos de Jesus Misericordioso, Contemplativos

Somos uma comunidade de Irmãos de Jesus Misericordioso – Contemplativos, que quer corresponder ao chamado de Deus vivendo uma vida recolhida, através dos conselhos evangélicos: Castidade consagrada, Pobreza evangélica e Obediência eclesial segundo a tradição da Igreja, e pelo voto especifico de Total Abandono à Vontade de Deus, em vida de estabilidade como resposta ao nosso chamado específico de ser Irmãos de Jesus Misericordioso contemplativos no estilo monacal.
No silêncio, na oração, na formação e no trabalho seremos encontrados pelo Senhor que se deixa encontrar. Seremos um sinal da Misericórdia para o mundo que tem sede de Deus. No encontro diário com Jesus, sobretudo na presença real eucarística, somos intercessores e adoradores de forma especial, por aqueles que não oram, não creem e não adoram.
Quando convidados, com a disponibilidade e a permissão do superior, seremos divulgadores da misericórdia divina, que é o maior atributo do amor de Deus. Nossa missão e empenho apostólicos, no entanto, constituem-se essencialmente de uma vida de oração e contemplação.


Pe. Estêvão, fundador do ramo contemplativo. (2009)


Inauguração da Capela do Mosteiro (05 de outubro 2011)

Comunidade dos Irmãos de Jesus Misericordioso (Abril, 2017)
Santuario della Madonna delle Grondici (Santuário de Nossa Senhora de Grondici).

Comunidade dos Irmãos de Jesus Misericordioso (Abril, 2017)
Santuario della Madonna delle Grondici (Santuário de Nossa Senhora de Grondici).

Votos perpétuos de Pe. Estêvão e Ir. Gabriel (Abril, 2017)
Santuario della Madonna delle Grondici (Santuário de Nossa Senhora de Grondici).

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