Memória Litúrgica do Bem-aventurado Padre Miguel Sopoćko

fevereiro 22, 2018

ANTES DE TUDO, SOU EU QUE DEVO CONFIAR NA MISERICÓRDIA DE DEUS
Ensinamentos do bem-aventurado Padre Miguel Sopoćko

Comemoramos no dia 15 de fevereiro a memória litúrgica do bem-aventurado Padre Miguel Sopoćko. Pedimos que, por sua intercessão, nos ajude a lançarmos a âncora de confiança nos momentos mais difíceis e dolorosos de nossas vidas, principalmente quando não somos capazes de compreender as situações, mas que nos lancemos confiantes, esperando a ajuda de Deus.

“Espírito Santo, dá-me a graça de uma confiança inquebrantável em razão dos méritos de Jesus Cristo, e temerosa em razão da minha fraqueza.
Quando a pobreza bater a minha porta:
Jesus, eu confio em vós.
Quando me visitar a doença ou a deficiência física:
Jesus, eu confio em vós.
Quando o mundo me rejeitar e me perseguir com seu ódio:
Jesus, eu confio em vós.
Quando a negra calunia me manchar e me encher de amargura:
Jesus, eu confio em vós.
Quando me abandonarem os amigos e me ferirem com suas palavras e ações:
Jesus, eu confio em vós.
Espírito de amor e de misericórdia sê meu refugio, meu doce consolo, minha aprazível esperança, para que nas mais difíceis circunstâncias da minha vida eu nunca deixe de confiar em ti”.

Como apóstolo da Divina Misericórdia e propagador deste mistério, o Padre Miguel Sopoćko descreveu em seu Diário – Dziennik. Bł. ks. Michał Sopoćko − o seu último encontro com Santa Faustina, que estava em seus últimos momentos de vida. Padre Sopoćko expressou grande dor por ter que se despedir de uma criatura tão incomum que sentia-se abandonada por todos. Ele escreveu: “Mas entendi, que quem deve antes de tudo confiar na Misericórdia de Deus sou eu. Deus esquecerá de tudo que se passou. Deus perdoa todas as minhas infidelidades, pois é bom. Por isso, devo sacudir a covardia e confiar Nele, confiar e novamente confiar.”

Missão
A missão confiada ao Padre Miguel não foi fácil em sua realização. Seu primeiro encontro com Irmã Faustina lhe marcou por demais e o deixou surpreso. “Conheci Irmã Faustina em 1933, que logo me disse que me conhecia há muito tempo, e que devo ser seu diretor espiritual e anunciar ao mundo a Misericórdia de Deus. Não dei nenhuma importância ao que me disse e não levei isso a sério.”

No início ele não entendia o que estava ouvindo, de certo modo desacreditava, mas ao ouvir tantas vezes Faustina lhe repetir sobre a Misericórdia de Deus, começou a pesquisar, a pensar, a analisar e a se aconselhar com outras pessoas, e, somente após alguns anos foi capaz de entender a importância dessa obra e a grandeza dessa ideia. Convenceu-se sozinho da eficácia deste culto, na verdade tão antigo e abandonado, e exigindo uma renovação e vivificação em nossos tempos.

A partir do momento que Padre Miguel assumiu sua missão ajudando Irmã Faustina no cumprimento dos pedidos de Jesus em relação a obra de divulgação da Misericórdia Divina ao mundo, começou se deparar com inúmeras dificuldades e contrariedades. Sendo assim, ele entendeu que primeiro ia ter que se entregar e se confiar aos desígnios de Deus. Compreendia que era necessário “suscitar a confiança na Misericórdia Divina em um grande número de pessoas e a todas encorajar a uma maior veneração a este supremo atributo de Deus, nosso Senhor”.

Âncora
Segundo ele é a Misericórdia que desperta em nós a confiança, que nada mais é do que esperar a ajuda prometida. Compara-a com um navio em meio a uma forte tempestade, quando perde a direção e é levado pela fúria das ondas contra os rochedos, os marinheiros recorrem a todos os meios possíveis para salvar toda a embarcação. Mas, sem obterem resultados lhes resta um último meio, lançar a âncora ao mar, para assim poder conter o navio e protegê-lo do naufrágio. “Uma âncora assim na vida espiritual é a confiança na ajuda de Deus, que se desperta em nós quando conhecemos a infinita misericórdia de Deus. Por isso a âncora é símbolo da confiança.”

Em diversos momentos Padre Miguel Sopoćko lançava esta âncora, diante dos desafios com que se deparava, mas em tudo se deixava conduzir pela graça de Deus.

Aos poucos a devoção tomou força e se tornou conhecida em diversos lugares, o que alegrava seu coração, por ver que as pessoas estavam acolhendo e se abrindo a esta misericórdia.

A provação maior pela qual ele passou foi a Proibição do Culto a Misericórdia, através das revelações de Santa Faustina, estabelecida pela Santa Sé e que duraram 20 anos. Não se deixou abalar, foi obediente e apenas confiava no tempo de Deus. Faleceu sem que o culto tivesse sido aprovado pela Igreja.

Foi fiel até os últimos momentos de sua vida, propagando incansavelmente a confiança na Misericórdia de Deus, que o defendeu-lhe das quedas, permitiu diversas experiências e humilhações, para que pudesse mais completamente se entregar a vontade de Deus, com a qual se identificava pela Misericórdia. A idade não foi obstáculo e desanimo, mas o despertava cada vez mais para um desejo de conversão e busca pela santidade.

“Deus é fiel e não permite que sejamos tentados acima de nossas forças. É necessário apenas confiar em sua ajuda.”

Nota: As citações do Padre Miguel Sopoćko foram retiradas dos seus escritos e constam em seu Diário (Dziennik. Bł. ks. Michał Sopoćko).

Ir. Gloria Obzut – Irmãs de Jesus Misericordioso


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